domingo, 4 de março de 2012

Tatuagem (2012)











Eu tinha o livro e você os olhos
Eu tinha os sonhos e você a palavra
Eu tinha a timidez e você a atitude
Foi quando demos adeus sem nem dizer olá

Eu queria ser a liberdade e você a justiça
Eu queria ser a alegria e você a melancolia
Eu queria ser sozinha e você não
Foi quando demos o beijo sem pensar nas consequências

Eu me tornei a amada e você o amante
Eu me tornei a escolhida e você o príncipe
Eu me tornei o objeto e você o admirador
Foi quando quebramos sem saber que era de vidro

Eu morri de tristeza e você?
Eu morri de mágoa e você?
Eu morri de desilusão e você desapareceu
Foi quando viramos desconhecidos sem um beijo de despedida

Eu segui a vida e você também
Eu me dei outra chance e você também
Eu estendi a mão e você deu o abraço
Foi quando eu tentei apagar a história sem perceber que ela tinha virado tatuagem



terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Às vezes (2011)

Às vezes medo
Às vezes solidão
Às vezes lembranças
Sempre nostalgia

Às vezes pequena
Às vezes montanha
Às vezes água
Sempre navegando

Às vezes amor
Às vezes fúria
Às vezes mãe
Sempre intensa

Às vezes aqui
Às vezes distante
Às vezes calada
Sempre contigo

Às vezes concorda
Às vezes entende
Às vezes aceita
Sempre acredita

Às vezes dolorosa
Às vezes tranqüila
Às vezes esperança
Sempre vida


quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Fado inabalável (2001)




















Hoje, mais uma vez
as portas se fecham
para os meus sonhos
Novamente me vejo aqui
parada no tempo
fazendo as mesmas perguntas de antes
Cada vez mais percebo
que a vida é
um interminável ciclo
no qual nunca
nunca os fracos vencem
Mais uma vez sou tomada pelo inevitável
É como brincar o tempo todo
com o mesmo jogo
sem nunca chegar ao final
Assim, num vai e vem de ondas
O tempo todo
Tornando a cometer
os mesmos erros
Assim segue a vida
sob a regência de uma incógnita
de codinome Destino

Patriota da meia-noite (2000)
















Brava gente brasileira
Faminta e abandonada
Levanta agora a tua bandeira
Defende tua pátria amada

Povo alegre do meu Brasil
que tanto já sofreu
Sempre tu entre mil
Porque tu és somente meu

Já fostes para a guerra, para a rua
Já caíste em depressão
Mas tens sempre a cara nua
revelando tua linda expressão

Meu Brasil
Eras tu tão trigueiro
De norte a sul varonil
Um Brasil bem brasileiro

Te convido para lutar
Convoco tua consciência
para na história deixar
nossa grandiosa existência

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Catarse (2011)












As músicas
As palavras
As pessoas
Estão por toda parte, as recordações

Nossos sonhos
Nosso futuro
Nosso amor
O sentimento do fracasso teima em não ir embora

Onde erramos?
Onde caímos?
Onde nos deixamos?
Os dias se passavam e eu não achava explicações

Tua carta
Tuas palavras
Teus sentimentos
Provocaram a catarse tanto esperada

Não era você que me mudava
Era eu que me deixava mudar
Não podia ter colocado todos os sonhos em quem eu amava
Somente eu os posso realizar

Acreditava que dos teus pés viria o meu caminho
Dos teus braços o acalento esperado
A vida já não estava mais em desalinho
O destino estava dado

Acabou...

Te liberto e me liberto para vivermos
Para sempre lembrado
O tanto que crescemos
Um grande amor, tão profundo, tão tumultuado

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Série: "Amor na Adolescência"


Platônico (2001)

Rene Magritte














Tudo gira
Tudo dói
Pensamentos soltos
que se constroem

Um sonho louco com um céu azul
Delícias da vida
Quero mais um pouco!
Aonde vais? Volte!
Daqui ninguém sai
Meu coração é um forte

Se você tiver sorte
talvez amanhã
quem sabe
eu te esqueça
Te largue
Te apague

Se eu tiver sorte
talvez amanhã
você lembre
Repare em mim
Pequena
Mortal
Um ser tão...

...tão igual