terça-feira, 25 de outubro de 2011

Série: "Amor na Adolescência"


Platônico (2001)

Rene Magritte














Tudo gira
Tudo dói
Pensamentos soltos
que se constroem

Um sonho louco com um céu azul
Delícias da vida
Quero mais um pouco!
Aonde vais? Volte!
Daqui ninguém sai
Meu coração é um forte

Se você tiver sorte
talvez amanhã
quem sabe
eu te esqueça
Te largue
Te apague

Se eu tiver sorte
talvez amanhã
você lembre
Repare em mim
Pequena
Mortal
Um ser tão...

...tão igual

domingo, 25 de setembro de 2011

Aquele beijo (2011)
















Quanto tempo desejei aquele beijo?

Horas alegres de esperanças intermináveis
Horas tristes de realidade crua
Beijo Bandido

Tanto tempo esperei aquele beijo
Outras bocas beijava, na esperança de esquecer
Gosto amargo na boca
Beijo Cruel

Quando deixei de merecer aquele beijo?
Meus sonhos não bastavam para nós
Meus carinhos não valiam por dois
Beijo Incompleto

Quando deixei de querer aquele beijo?
A nossa canção parou de tocar
Teus olhos já não me intimidavam, tua falta não me abatia
Beijo Passado

O que sobrou daquele beijo?
Loucas recordações de um tempo de liberdade
Gosto de nirvana, viagem ao paraíso
Beijo Precursor

domingo, 28 de agosto de 2011

Angústia (2001)


















Naquela noite
enquanto ouvia o barulho da chuva no solo
podia sentir toda a intensidade do vento
agindo sobre as árvores
Ao meu coração nada escapava
Eu pressentia tudo
Era uma fria noite de inverno
e eu sabia exatamente o motivo pelo qual
aquelas lágrimas molhavam meu rosto
Era a angústia que perdurava em meu destino
Todas as dúvidas do mundo habitavam-me
O que antes era tão bom,
agora já não passava de uma vaga e saudosa lembrança
Meu futuro, um enorme buraco escuro e sem fim
Enquanto a noite seguia lá fora
eu continuava aqui dentro
com as lágrimas da angústia que, dizem, só o tempo cura
Mas, será?

domingo, 26 de junho de 2011

Inquietude (2011)












Onde estás?
Ainda te sinto ao meu lado
Teu cheiro no meu travesseiro
Teu abraço no meu braço

Onde estás?
Os amigos perguntam por ti
A família cobra atitudes
O meu coração está apertado

Onde estás?
Tuas coisas estão aqui
Nossos planos seguem vivos
O futuro ainda está aberto

Onde estás?
Não sei viver sozinha
Preciso do teu olhar
Da tua segurança

Onde estás?
Tento entender os caminhos da vida
Rezo para que não me esqueças
Rezo para encontrar a saída

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Série “Amor na Adolescência”

Agora é minha vez (1996)



















É engraçado que quando minha boca falou à tua
não me pareceu estar fazendo um ato de coragem
Me pareceu estar libertando um segredo que há muito estava guardado
Trancado
Calado dentro do meu coração
Quando meu segredo transpareceu
Todo desejo que estava nele contido, libertou-se
Tive medo que você visse o que estava além das palavras
Tive medo que você visse o que estava nos meus olhos
Escondido
Obscuro no meu disfarce cotidiano
Hoje eu penso nas minhas palavras
Me pergunto se realmente fiz bem
Mas esta resposta só terei quando você ver a outra face da minha paixão
Tenhas certeza que ela só será vista quando eu tiver a resposta dos teus sentimentos por mim
Mesmo que agora eu me machuque,
Me magoe
Não está na hora de parar
Somente quando eu ouvir de tua boa
e sentir do teu coração um “não”, eu desistirei
Então, tentarei me levantar e não terei mais forças
Te chamarei e você não ouvirá
Quando isso acontecer saberei que fiz o possível
E que agora, se você realmente me quer,
É a sua vez.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Com você (2011)












Com você aprendi a me entregar
Aprendi a expressar o que sinto
Aprendi a confiar na minha intuição
Com você dobrei meu orgulho
Mergulhei no escuro
Perdi o medo do desconhecido
Com você entendi que príncipes não existem
Decidi viver a realidade
Entendi que as distâncias podem ser ilusórias
Que o amor é o mesmo em todas as línguas
Aprendi que se pode estar perto, mesmo estando longe
Com você aprendi que às vezes a sinceridade dói
Que nem sempre as palavras são suficientes
E que os pensamentos podem conspirar contra nós
Com você aprendi que sentimentos contraditórios podem habitar o mesmo coração
Que ódio e amor podem estar na mesma frase
...
Mas com você não aprendi o que é arrependimento
Não olhei pra trás nem por um instante
porque tinha certeza de que o futuro estava ao meu lado
...
Não sei onde estou na sua vida agora
Não sei se fecho a porta ou a atravesso
Não sei se agarro a ilusão ou a deixo passar
Justo agora que eu tinha encontrado a paz
ela resolve me abandonar
Não sei se é o fim ou o início,
Mais uma vez a vida ensina
Como são frágeis nossos planos
São como fumaça que se dissipa
Num momento sou plenitude
Noutro, solidão

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Série “Amor na Adolescência”

Erros (1997)


















Ontem, sabe ontem?
Eu não era eu
Só era alguém revoltado
Que não compreendia como aquelas palavras saíam da tua boca
Ontem, sabe ontem?
Eu chorei
Chorei por não ter palavras o bastante para dizer-te
o que o meu coração estava sentindo
Não foi só ontem que chorei assim
Na verdade chorei ontem
 e antes de muitos “ontens”
Eu chorei porque tenho sentimentos
Eu amo e odeio
Odeio o seu jeito
Mas amo como me trata
São esses sentimentos que me fazem humana
Tão humana que choro
Ontem, sabe ontem?
Eu sofri por você
Nem o silêncio me fez parar
Nem tua ida me fez esquecer
Gostaria que as coisas fossem fáceis
Queria somente desejar e tudo acontecer
Mas isso não é possível
Então espero
Aguardo a tua volta
O teu regresso
Para você e eu buscarmos o sentido da vida
Juntos
Talvez pra sempre